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1 jan 2014

Sete Vezes Sacerdotisa

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SETE VEZES SACERDOTISA

 

 Diz Jorge Adoum em seu livro Poderes ou o Livro que Divinizaque “para descobrir os mistérios da Divindade é preciso penetrar no coração da mulher, porque quando Deus emanou de Si a Natureza, habitou em seu coração”.
Os Mistérios da Natureza estão velados na Mulher através das suas sete sagradas funções: Gerar, Gestar, Parir, Nutrir, Educar, Manter e Absorver.
Por esse mesmo motivo sintetiza Samael Aun Weor, grande antropólogo do século XX: “Ser Mãe é um sacerdócio da Natureza”. E aqui não nos referimos apenas à maternidade em si, mas também, e principalmente, às responsabilidades femininas em todos os campos da vida: na família, no trabalho, na sociedade, na humanidade, na espiritualidade.
Essas funções permeiam toda a vida da mulher e a forma como ela as direciona caracterizará sua expressão como Mulher ou como Sacerdotisa Divina. Para a Mulher Sagrada o mais simples ato é revestido de um caráter santo e misterioso.
É nesses mistérios primordiais do Feminino, todos eles inseridos no plano concreto da natureza, que a mulher se revela como a Senhora da Transformação. Por isso a Transformação da matéria e da Vida é inerente à Mulher.
Ao lidar com a simplicidade da matéria transformando-a em vida, a mulher é capaz de transmutar a natureza em um princípio mais elevado de ação espiritual, numa relação íntima com a Deusa-Mãe . Aquela que dá vida não somente ao corpo, mas principalmente à alma.
Todos esses mistérios podem ser vividos conscientemente pela mulher em diversos períodos ou aspectos de sua vida: como filha, como irmã, como esposa e como mãe, repetindo-se em cada um deles todas as sete Sagradas Funções da Natureza Feminina. Vamos então a elas.
GERAR: assim como o Sol fecunda o ventre da Terra fazendo a vida nascer de suas profundezas, é também no ventre da mulher que podem nascer homens e Deuses.  É nele que se dá a concepção da semente do homem, obedecendo a Lei que diz “como é em cima é embaixo”. Aqui estão os arcanos que transcendem a sexualidade humana e comum (somente para o prazer e reprodução) para a sexualidade sagrada (com a alquimia do casal pela energia sexual sabiamente utilizada) – mas isso é assunto que abordaremos em outro texto.
GESTAR: esta é uma etapa onde a natureza trabalha decodificando a informação genética e transformando-a em matéria.
É o amor criando, transformando, plasmando o que foi idealizado pelos Deuses.
PARIR: que é o ato de emanar do útero o filho que já se encontra maduro, preparado para sair à luz. Seja este parto uma realidade da carne ou da alma, a mulher-mãe sempre estará presente, pois ela é a porta que leva das trevas à Luz. O processo do parto é um modelo para a compreensão do renascimento, do nascimento “para o mais elevado”, para o céu, como estrela que cintila, como ser bem-aventurado ou criatura imortal.
NUTRIR: a mulher é fonte-nutriz por natureza. Por essa razão ela é a senhora de tudo aquilo que signifique alimentação. Ela é o vaso que ao mesmo tempo acolhe seu rebento e guarda seu alimento.
A Mãe-Natureza faz brotar de suas entranhas a água que corre nos rios, mares e cachoeiras; faz correr pelas veias do homem o sangue que o nutre; faz jorrar dos seios da mulher o leite que alimenta o frágil bebê; faz emanar da coluna espinhal a luz sagrada que alimenta nosso templo-corpo.
EDUCAR: ao educar a mãe realiza seu amor transferindo conhecimentos e eduzindo (inspirando) as potencialidades do rebento. Novamente doa o que de melhor possui e o faz com tolerância, paciência e perseverança.
Ela orienta seu filho para que ele caminhe se possível sem dor, mas se isso não for possível, estará ao seu lado sempre para amenizá-la. É Pistis-Sophia, a Mãe-Sabedoria e de Misericórdia.
MANTER: a Mãe é feliz se o seu filho é feliz!! Eis aí a razão de todas as mãezinhas buscarem com tamanha vontade a felicidade de seus filhos. Ao proteger, conservar e manter a vida de seu filho, ela mantém a sua própria. Assim é que a vida se conserva.
ABSORVER: quando o filho querido vence a morte ou é vencido por ela é a Mãe que o segurará em seus braços para que os desígnios divinos sejam realizados. A Mãe impregna-se do filho, puxa-o para dentro, reabsorve-o, toma-o para si. É o mistério do “retornar ao pó da terra” cristão, do “ser absorvido por Nut” do antigo Egito, da escultura da Pietá de Michelângelo…
Refletindo sobre essas divinas pré-destinações da mulher é possível penetrarmos na sabedoria gnóstica de Samael Aun Weor quando asseverou que “a Mulher é a mais bela criação de Deus”.

Heloisa Pereira Menezes – instrutora e presidente da AGB