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14 mar 2020

Magia Branca Asteca na Prática: da Atlântida aos Nossos Dias.

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MAGIA BRANCA ASTECA NA PRÁTICA: DA ATLÂNTIDA AOS NOSSOS DIAS

Se você sente que chegou a hora refletir sobre si mesmo e sobre o universo… se você se pergunta sobre a origem do ser humano, quando e como ela começou? E mais: quais as verdadeiras causas cósmicas que governaram esses processos? Se todos esses enigmas te atraem, saiba que esse é o ponto central dos estudos antropológicos e cosmológicos gnósticos.

Por outro lado, se, além de buscar a origem do universo e do ser humano, você também se interessa pela natureza e toda a sua maravilhosa manifestação como representação do divino, saiba que a arte régia da natureza é a Magia Branca. A grande arte dos magos brancos é o Sanctum Regnum, o Santo Reino. A Magia dá-se por meio de uma força natural universal, onipresente, que conecta todos os seres instantaneamente. Hoje a mecânica quântica assevera a mesma coisa, ensinando que tudo o que ocorre numa partícula redunda imediatamente na sua complementar, esteja ela a qualquer distância da primeira – este é o princípio de funcionamento dos computadores quânticos.

A magia não pertence a ninguém, ela é realizada pelo Ser e por isso também é o que é. A magia é tão exata quanto a matemática pois é a ciência precisa da natureza. Ao mesmo tempo, a Magia também é a ciência elevada de Deus. Assim ela preenche o ser humano com a exatidão filosófica e religiosa que carecem aqueles que se elevam.

Há uma conexão em tudo o que existe, o universo, a natureza, o homem, os elementais, a história do planeta. Isso se faz compreender bem através do despertar da Consciência que faz o homem voltar a se sentir uno com Deus ao encontrar sua Gnose, o autoconhecimento de sua própria natureza divina.

Através das técnicas da meditação gnóstica, que são muito profundas, podemos desenvolver certas faculdades atrofiadas, como por exemplo a intuição e a projeção astral, as quais nos permitem estudar os registros akashicos (energéticos) da natureza. Nesses registros está toda a história da Terra e de suas raças e antigas civilizações.

O homem existe sobre a Terra muito antes da era primária, muito antes da era paleolítica (2,5 milhões de anos atrás), como prega a ciência oficial. Antigas raças e suas civilizações nos deixaram de herança um conhecimento superior, divino. Todas tiveram seu tempo áureo, seu apogeu, sua sabedoria. Em todos os cantos do mundo, a humanidade se esforçou para dar representações tangíveis para personificar as grandes realidades do espírito.

Não deveria nos surpreender que incas, maias, astecas, egípcios etc., por exemplo, relacionaram o Sol com o espírito universal da vida, na tentativa de relacionar suas características físicas e espirituais. Dessa maneira, eles ensinaram aos outros a grandeza daquilo que é intangível. Sem dúvida, o Sol tem sido, é e será o meio de permitir que o mundo entenda o que realmente é o Espírito do Ser dentro de cada um de nós. Assim como o Sol físico transmite vida, luz e calor, nosso Ser nos dá vida espiritual, sabedoria.

Entre esses povos antigos, os Náuatles, povo indígena que habita a alta planície mexicana e algumas regiões da América Central, segundo a sabedoria gnóstica, foram um dos povos que surgiram dos sobreviventes do Dilúvio Universal que afundou a Atlântida. A palavra Aztlan, que originou o nome Asteca, é a lendária terra ancestral dos povos Nahuas e representa a Terra Solar onde habitam os Mexi-Tin ou Medjins, Djins, Jinas ou extraordinários gênios dos povos árabes, astecas e mexicanos. Em verdade, A Ilha de Cristal, o AZTLAN asteca, é o Paraíso Terrestre, a Terra de nossos Anciãos, onde habitam os ancestrais de todas as raças humanas. Em contrapartida, aqueles que não foram escolhidos pelo Sol, ou por Tláloc, vão fatalmente para o Mictlan, que fica ao norte, uma região onde as almas, passando por suas nove estâncias, sofrem uma série provas enquanto passam pelos mundos infernais para sua purificação.

Os Astecas conheceram profundamente os mistérios da vida e da morte. Porém, semelhante aos nossos tempos atuais, “desobedeceram aos Deuses Santos” e caíram. Seus templos foram prostituídos e perderam com isso os poderes Divinos.

As pesquisas antropológicas da atual humanidade restringem-se no materialismo concreto dos achados. Por isso, pouco se sabe sobre esse povo. Contudo, dentro do conhecimento Gnóstico é possível de se pesquisar de forma muito mais aprofundada. Grandes mestres, como o Antropólogo Gnóstico Samael Aun Weor, pesquisaram de forma direta os grandes mistérios antigos, deixando para o bom usufruto da humanidade, muitos dos seus segredos.

Os astecas em seu auge criaram suas antigas escolas de mistérios e trabalharam com Alta Magia. Existem ritos maravilhosos por meio dos quais se combinam os movimentos, meditação e oração, que fazem despertar maravilhosamente nossos chacras. Esses sábios do México antigo, guardiões da sabedoria transcendental atlante, deixaram-nos o caminho da autorrealização espiritual esculpido em símbolos, para nos levar por um caminho de transformação radical, de modo que todo verdadeiro seguidor da sabedoria pudesse encontrá-lo.

Em seu livro A Doutrina Secreta de Anahuac, Samael Aun Weor refere-se à Pedra do Sol, o famoso calendário asteca, como uma síntese perfeita de ciência, filosofia, arte e religião. A Pedra do Sol em verdade é um tratado abrangente da sabedoria gnóstica que engloba grandes conhecimentos místicos, esotéricos, religiosos, antropológicos e históricos.

É incrível ver como a Pedra do Sol carrega a história da humanidade. Segundo as tradições antigas, nosso sol atual foi precedido por quatro sóis ou épocas cosmogônicas, denominadas “raças” pelo gnosticismo universal. Existiram 5 raças no mundo que correspondem a 5 épocas diferentes. Em Primeiro lugar vem a raça protoplasmática, depois os hiperbóreos, segue-se os lemurianos, os atlantes e por fim vem a nossa raça ariana.

É riquíssimo o panteão asteca, com suas representações divinas, iniciáticas, transformadoras, revolucionárias e reveladoras. O Deus do Sol era chamado Tonatiuh (Tona = o criador do Sol e do calor, tiuth = partir, doar). No Gnosticismo universal, é o Ser ou o Espírito que dá vida e, ao mesmo tempo, o Sol é o símbolo que cada aspirante deve manifestar: criar o Sol é integrar-se ao Ser. Tláloc deus da chuva. “Tlali”: terra; “Octli”: vinho; “o vinho que a terra bebe”, Ehecatl, deus do ar, do vento, da noite, Xochipilli: “Xochitl”: flor; “Pilli” principal”. Deus da agricultura, da poesia e da dança. TEZCATLIPOCA representa a LUA e ao DEUS-MÃE em seu aspecto feminino. QUETZALCOATL é quem dirige e maneja o universo, é a consciência cósmica governando, dirigindo, o que é, foi e será…. Quetzalcóatl, a serpente alada, é o Cristo Cósmico Náhuatl.

Contudo, a natureza não dá nada de presente. Para dominá-la, se requer super esforços, e o sobrenatural somente é conquistado pelos valorosos, os super-homens e super-mulheres que revestidos da força do Cristo Interno, fazem maravilhas no avanço iniciático. Assim, os astecas tiveram duas ordens místicas muito importantes: a Ordem dos Guerreiros-tigres, cujo chefe e sacerdote era Ocelotl-Tonatiuh, Sol de Tigres, e que após muitas batalhas conquistavam o direito de serem admitidos na Ordem dos Guerreiros-Águias.

 

Alessandra Espineli Sant’Anna é engenheira civil, estudiosa e divulgadora da Gnose na era de Aquário