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4 abr 2021

Egito Antigo: Magia, Alquimia e Herança Atlante – um encantador chamado universal de Luz.

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Egito Antigo: Magia, Alquimia e Herança Atlante – um encantador chamado universal de Luz

Muito mais além das fantásticas pirâmides com sua geometria sagrada e meta-matemática cósmica perfeita, os egípcios deixaram um legado filosófico, astrológico, matemático, arquitetônico, médico, religioso, artístico, Iniciático e mágico. Seu modo de nascer, de viver e de morrer são um grande exemplo a seguir. Conseguiram unir com esplendor os quatro pilares da Sabedoria (gnosis): ciência, filosofia, arte e mística. Em suas cidades, templos, pirâmides, assim como também em seus papiros, que guardavam litanias e escritas sagradas, voltadas para a concepção dos deuses, interligavam com os poderes divinos desde o micro ao macrocosmo, associando animais, plantas e estrelas.

Muito além de seus santuários, Casas dos Deuses, cuja arquitetura sagrada reproduzia a criação cósmica e o caminho Iniciático e que, com seus hipostilos (salões cobertos e com grandes colunas ornadas) – os quais inspiraram os fabulosos templos gregos e romanos (e atualmente as basílicas e igrejas cristãs), demonstraram os antigos moradores do vale do Nilo sua dedicação a uma vida objetivamente voltada para a espiritualidade, para a religião.

Muito mais além de Alexandria com seus ritos e biblioteca perdidos pelas chamas da ignorância, alimentou a sede de conhecimento de Platão, Sócrates, Epicuro, Hypatia e tantos outros grandes filósofos. A Sabedoria egípcia tem até recentemente inspirado sábios da humanidade como o arqui-hierofante da gnose contemporânea Samael Aun Weor.

Muito mais além das procissões sagradas ora pelo adorado e essencial Nilo, ora pelas cidades e templos, que adornavam seus deuses e deusas, com nomes sagrados guardados em segredo, e em restritos santuários adorados, sempre representados com símbolos mágicos e associados a animais sagrados, realmente foram a grande escola de Magia Branca dessa atual raça humana cujo grande mestre foi seu Deus Ibis-Toth, o Hermes Trismegisto dos gregos.

Muito mais além de sua arte expressa na mescla de sua rica escrita, pinturas que marcavam sua história através de cores sabiamente aplicadas, réplicas da natureza, instrumentos que criavam músicas divinas e majestosas esculturas em pedras. Viam na arte uma forma de se chegar a seus Deuses – e de agradá-los.

Muito mais além de seus perfumes, magicamente desenvolvidos para oferenda aos Deuses, reconhecendo-se em cada planta a essência de um elemental da natureza, em cada ramo, em cada pétala e folha, a força de Tum (o Sol ou Rá poente), por isso seu deus dos aromas se chamava Nefertum (a beleza de Tum), o amadíssimo e cultuado Pai solar, filho da Grande Mãe espaço, a adorável Nut.

Muito mais além de uma medicina que inspirou nada menos que o grande Mestre Hipócrates, ou da sabedoria de Imhotep, “aquele que vem em paz”, o polímato e sumo-sacerdote de Heliópolis, o Egito foi o berço de grandes hierofantes e iniciados.

Muito mais além da morte com seus templos mortuários, tumbas e sarcófagos, vasos canópicos que guardavam os corpos do caminhante na nova vida, estavam longe de ser sombrios, acreditavam na ressurreição, encaravam a morte de frente, antes mesmo de chegada sua hora, pois reconheciam a transitoriedade da matéria e assim, preparavam-se para o grande juízo na pesagem da sala de Maat que iria definir o destino de sua viagem: ao Duat (submundo) ou Aaru (paraíso). Seus livros dos mortos, na verdade eram livros para saída à Luz.

Muito mais além dos templos de Isis e Hathor, onde por meio de sacerdotisas celebravam-se práticas mágicas pela fertilidade da mãe natura nas plantações e nas mulheres, para o lar, por proteção e cura, para gestação e parto, para o matrimônio e para a alegria, a dança e as artes, realizaram inúmeros trabalhos de Serviço às pessoas.

Encantos, hoje, pouco compreendidos mas que de tão intrigantes, ainda são vastamente comentados e investigados por místicos, historiadores, viajantes, arqueólogos.

Apesar da grandiosidade dessa cultura, apesar das colossais esculturas e construções, apesar da realeza de seus perfumes e ritos e da imponência de seus faraós e faranis, tinham um modo de vida simples, voltado para a natureza, para a religiosidade, para o serviço em cooperação por todos e para a vida eterna.

Egito, quem só vê a grandeza de suas pirâmides e o ouro de seus governantes, não compreende teus ensinamentos. Das perfumadas terras negras de Kem, por onde corriam as brilhantes águas de Hapi (o rio Nilo), desde as perfumadas corredeiras de lótus azuis até as planícies enfeitadas de papiros, formando oásis de refrescantes palmeiras formou-se uma sábia cultura nas areias de Geb (o pai-Terra) onde Tum aguarda por novos guerreiros da Luz, tudo assim protegido pelo estrelado manto de Nut (a mãe Espaço).

Pois saibam todos, o Egito é um convite à autorrealização íntima da Alma que todos carregamos.

Os sábios de Saís ensinavam que as altas montanhas que formam o Nilo Azul são nossos órgãos sexuais (as águas genesianas), o Vale do Nilo é nossa coluna vertebral (por onde flui a água-ígnea da vida) e que o Delta (Alexandria) é a cabeça de um Ser realizado, para irradiar amor e bondade a todo o oceano da vida (o Mar Mediterrâneo).

Dentro de nós há um Egito que diariamente aguarda o nascimento de Kephra (O Cristo Sol Ressurrecto) para que ele fecunde as águas de nosso Nilo Interior… tudo para a batalha de glória a Osíris-Rá!

“Deixa fluir para cima o teu Nilo, mantenha-o puro; permita que a Luz de Rá ilumine tua alma todos os dias; assim a água e o fogo, em hierosgamos alquímico, te permitirão a única magia da vida: Servir a Todos os Seres”. 

Alessandra Espineli Sant´Anna é engenheira civil e instrutora gnóstica