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Budismo Gnóstico: Verdadeira Felicidade com Autoconhecimento, Ética e Iniciação

Budismo Gnóstico: Verdadeira Felicidade com Autoconhecimento, Ética e Iniciação

A sabedoria budista sempre atrai os corações puros. Primeiro, pelo exemplo de vida de seu maior mestre, Sidartha Gautama Sakia Muni, o Buda que viveu há mais de 2.600 anos. Depois, pelos tesouros psicológicos que podem levar à libertação individual do apego e do sofrimento e, com isso, a um mundo mais fraterno, solidário e feliz.

Entretanto, o que é a felicidade ? Segundo a Moderna Psicologia Gnóstica restaurada por Samael Aun Weor, felicidade é a sensação íntima de bem-estar e integralidade, saboreada por quem trabalha sobre si e desperta sua Consciência, conhecendo sua missão no mundo e contribuindo para que todos também sejam felizes.

Neste artigo abordaremos três caminhos gnósticos-budistas para a conquista desta Felicidade Integral: o Autoconhecimento, a Ética e a Iniciação Espiritual.

Em termos de autoconhecimento, o Budismo e a Gnose têm um conceito diferente de Ego que a maioria das correntes filosóficas e psicológicas ocidentais. Para a Gnose o Ego constitui aqueles nossos defeitos psicológicos que levam ao adormecimento da Consciência, ao erro, à dor e à repetição (recorrência) cármica. O Ego, para o Budismo e para a Gnose, constitui o conjunto de valores negativos que na cristandade ocidental foram qualificados como os 7 pecados capitais: ira, orgulho, preguiça, gula, luxúria, inveja, avareza. Essas duas escolas de sabedoria ensinam justamente a eliminar estes egos, ou defeitos psicológicos. Nunca somente reprimi-los ou deixá-los nas “mãos de Deus” para que “nos perdoe”. Mas você deve estar se perguntando: se o ego da ira for eliminado, o que restará ? Exatamente a virtude da Serenidade, da Paz Interior. Alguém que, mediante um intenso e maravilhoso trabalho sobre si, conseguiu eliminar seus egos, adquire as virtudes correspondentes: sai da ira para a serenidade; do orgulho à humildade; da preguiça à determinação; da gula à temperança; da luxúria ao respeito ao sexo; da inveja à admiração pela conquista alheia; da avareza à generosidade. Assim temos um caminho de felicidade própria e para os outros. Por este motivo que no gnosticismo e no budismo dá-se tanta importância às técnicas de Auto-Observação e Auto-Consciência durante cada ato da vida e também à Meditação para a compreensão e digestão psicológica de nosso conteúdo psíquico.

Nossa segunda óptica – a da Ética – está largamente registrada nos antigos textos Budistas e Gnósticos. Se refletirmos que a ética é a ação voluntária que busca o bem comum, nela encontraremos as bases para um mundo fraterno, solidário, justo e feliz. No Budismo temos o Caminho Óctuplo de Buda, onde o Mestre Iluminado nos exorta, por exemplo, a ter reta compreensão, reta fala, reta ação, honesta maneira de ganhar a vida, reta concentração (não se esquecer de si mesmo) e reto uso das energias sexuais. Por acaso o leitor não encontra nesses preceitos as vias éticas para um mundo mais feliz ? Ou, por outro lado, a inobservância desses preceitos não nos levaram ao mundo atual, eivado de egoísmo, de competição, de consumismo irresponsável, de desonestidade, de corrupção e de decrepitude sexual da sociedade ? Por isso que asseveramos, com tranquilidade e sem receio de nos equivocarmos: uma sociedade ética e feliz pode ser construída a partir de indivíduos que sigam os Oito Preceitos Budistas ou o Terceiro Fator de Revolução da Consciência dos Gnósticos, que nos ensina a Servir Desinteressadamente a Humanidade.

Nossa terceira visão, a da Iniciação Espiritual, vai mais além da mera espiritualidade e da religiosidade comum, da famigerada busca da salvação e dos exercícios religiosos, com seus rituais e práticas devocionais individuais ou coletivas. Iniciação, para a Gnose de Samael e para o Budismo Tântrico Tibetano (Vajrayana) significa vencer a si mesmo para servir a Deus, encarnando Sua Obra e ajudando todos os seres a fazê-lo, conquistando com esforço próprio o Nirvana Budista ou as Altas Iniciações Gnósticas, cujo cume é denominado de Cristificação na linguagem dos primitivos gnósticos gregos. Iniciação não se compra e não se vende, nada tem a haver com status social ou econômico; não se conquista a iniciação lendo livros ou indo a igrejas e templos; iniciação é a vida retamente vivida, num constante trabalho de depuração íntima (a morte do ego), de transmutação das energias criadoras-sexuais (o tantrismo tibetano) e de Servir desinteressadamente todos os seres.

Então, caro leitor, após décadas lidando diretamente com o sofrimento humano e com a busca das almas pela Luz, com otimismo na humanidade me alegro ao constatar que a sabedoria de Sidartha e de Samael realmente são revolucionárias, pois objetivam a Felicidade através da Auto-realização Íntima do Ser Humano – homens e mulheres, num mundo ético e onde a Obra Divina seja conscientemente construída por cada um e para todos.

 

Sérgio Geraldo Linke é engenheiro e instrutor da Associação Gnóstica de Fortaleza

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Gnose vem do sânscrito Gnana e do grego gnôzis, que se latinizou como cognoscere, ou seja, conhecer, como nas palavras diagnóstico, prognóstico etc. Gnose, literalmente, quer dizer “conhecimento” ou “conhecimento superior”. Leia mais